Ele é o amor que sabe pausar, observar e escolher — mesmo diante do
impulso, da raiva ou da pressa.
Para dentro:
Quando voltado para si mesmo, o autocontrole
é o amor que protege o próprio equilíbrio.
É a força que impede que emoções passageiras causem danos permanentes.
É o cuidado que diz:
“Não vou me deixar levar por esta ansiedade.”
“Não vou me sabotar.”
“Vou respeitar meus limites e não me punir por sentir.”
É uma forma de amor que confia na própria
lucidez e que age com consciência mesmo em meio ao caos interior.
Para fora:
Quando voltado para o mundo, o autocontrole
é o amor que respeita o outro.
É o limite que impede que nossas palavras machuquem.
É o freio que nos afasta da violência, da agressividade, do desrespeito.
É a responsabilidade de não despejar no mundo as tempestades que acontecem
dentro de nós.
É a delicadeza de saber que o outro não tem
culpa pelas nossas dores — e a maturidade de não ferir mesmo estando ferido.