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Na Ausência do Amor
Quando a compaixão é ausente — tanto no olhar para si quanto no olhar para o
outro — instala-se um tipo de aridez na alma. É como se a vida perdesse o seu
frescor mais sutil, aquele que dá sentido às relações e significado aos próprios
tropeços da existência.
Dentro de si,
a ausência de compaixão se revela como rigidez, autocondenação, e uma cobrança
implacável que adoece o espírito. O indivíduo se torna o próprio juiz e
carrasco, alimentando um ciclo de culpa e inadequação que esgota as forças da
alma. Ele não se perdoa, não se escuta, não se acolhe — e sem essa ternura
interna, viver torna-se um fardo.
Fora de si,
a falta de compaixão endurece o coração. O outro passa a ser visto como um
inimigo, um obstáculo ou uma ameaça. As falhas alheias são julgadas com frieza,
e o sofrimento dos demais se torna invisível. A empatia se desfaz e o mundo se
transforma em um campo de competição ou indiferença. E nesse cenário, a
convivência se torna estéril, desprovida de alma, afastando os laços que
poderiam ser cura.
A ausência da compaixão é a ausência do sagrado nas relações. Ela faz com que o
ser humano se esqueça de sua origem luminosa e de sua missão maior: amar,
cuidar, servir e compreender.
Quando o amor não circula na forma da compaixão, instala-se o sofrimento
silencioso — aquele que grita, mas não encontra eco. Porém, basta um gesto de
compaixão, vindo de dentro ou de fora, para que esse ciclo se quebre e a luz
volte a acender-se no coração humano.
Fonte: ChatGPT |
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