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Na Ausência do Amor
Quando o amor está ausente, e a equidade não encontra lugar para se manifestar,
o ser humano passa a julgar o mundo a partir de um olhar endurecido e nivelador
— onde todos são medidos pela mesma régua, sem que se considere sua história,
dor ou condição. Surge, então, a frieza da indiferença travestida de justiça,
que distribui com exatidão, mas não com sensibilidade.
No interior da alma, essa ausência pode gerar um falso senso de mérito, onde se
acredita que tudo é fruto exclusivo do esforço individual, ignorando contextos
sociais, traumas e desigualdades profundas. Tal visão pode nutrir a arrogância,
a culpa injusta ou o ressentimento — tanto em quem julga quanto em quem é
julgado.
Socialmente, a falta de equidade perpetua exclusões, intensifica injustiças
sutis e fortalece estruturas que mantêm privilégios invisíveis. No íntimo, o
indivíduo perde a capacidade de escutar verdadeiramente o outro e também a si
mesmo, pois não reconhece as diferentes vozes que habitam a própria
interioridade.
Sem o amor que acolhe as diferenças, a justiça se torna opaca, a convivência se
torna mecânica e o mundo, um espelho quebrado que já não reflete a dignidade de
todos.
Fonte: ChatGPT |
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