|
|
Na Ausência do Amor
Quando a gentileza não floresce, é sinal de que o solo do amor — dentro e fora —
está seco, empobrecido. A ausência de gentileza no interior do ser revela uma
relação fragilizada consigo mesmo. O indivíduo pode se tornar seu próprio juiz
severo, impaciente com seus erros, intolerante com suas vulnerabilidades.
Falta-lhe o olhar compassivo que compreende que crescer é um processo, não uma
exigência.
Sem gentileza para dentro, o coração se enrijece.
E, enrijecido, perde a fluidez da ternura. A rigidez interna tende a
transbordar: torna-se impaciência com os outros, grosseria no trato, indiferença
às dores alheias. Falta doçura na escuta, suavidade no olhar, delicadeza nas
ações. O amor, sem gentileza, deixa de ser ponte e se torna muro.
Fora, a ausência de gentileza cria
distâncias.
As relações esfriam. O vínculo humano
perde a sua beleza mais sensível: a capacidade de cuidar. O mundo se torna um
lugar mais áspero, mais barulhento, mais solitário.
E assim, sem gentileza, o amor se desidrata. Não morre de imediato, mas vai
desaparecendo aos poucos, como uma flor que deixa de ser regada. O ser humano,
privado desse néctar silencioso, sente-se desconectado — de si, do outro, da
vida.
A gentileza é o modo com que o amor escolhe tocar o mundo. Quando ela se
ausenta, o calor do afeto também se esvai, e o coração passa a viver num inverno
que não tem fim.
Fonte: ChatGPT |
|