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Tradições de Povos Originários


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Tradições de Povos Originários


Valores Humanos e a Sabedoria Ancestral dos Povos da Terra


Entre os rios e as montanhas, entre o céu estrelado e o som dos pássaros, os povos da floresta aprenderam, há milênios, que viver é estar em relação. Relação com a terra, com o tempo, com os outros, com os espíritos, com o silêncio e consigo mesmo.

Na sabedoria dos povos indígenas brasileiros, a vida não é separada entre sagrado e cotidiano. Tudo é sagrado. A água que se bebe, o alimento que se colhe, a palavra que se diz e o silêncio que se guarda.
A espiritualidade não está apenas nos rituais — ela está no modo de andar, de cuidar, de ouvir, de agradecer.

É nesse espírito de profundidade e comunhão que os Valores Humanos e os Valores da Alma florescem como sementes antigas. Eles não são aprendidos em livros — são vividos com o corpo, com o coração e com a escuta da natureza.

A Reverência pela Vida está em cada gesto que não desperdiça, que não mata por prazer, que não ofende a Terra que alimenta.
A Lealdade se vive na fidelidade ao grupo, à palavra dada, à memória dos mais velhos.
A Generosidade não é caridade — é reciprocidade: dar porque se está vivo, porque todos pertencem uns aos outros.
A Presença Iluminada é estar inteiro no agora — sem distração, sem pressa, com os sentidos abertos ao que fala a mata, o fogo, o vento.
E a Intencionalidade Consciente se manifesta na responsabilidade com cada passo: tudo o que se faz, volta. Tudo o que se rompe, pede reparo.

Os mais velhos ensinam com histórias. Os mais novos aprendem com o olhar.
E quando não se sabe o que fazer, ouve-se o silêncio.

Nessas culturas, o valor humano não é medido por fama ou posse, mas pela capacidade de cuidar: do outro, da aldeia, do corpo, do espírito e da Terra.

Viver os Valores Humanos e os Valores da Alma à luz da ancestralidade indígena é relembrar o que sempre soubemos, mas esquecemos em meio ao ruído.
É reconhecer que não somos donos do mundo — somos parte dele.
E que cuidar da vida é o maior ato de sabedoria e de fé.

 

Oração da Terra Silenciosa


Grande Mistério que sopra no vento,
que pulsa na raiz e canta no peito,
eu não Te dou nome,
mas Te reconheço em tudo o que vive.

No rio que corre sem pressa,
na brisa que toca sem ser vista,
na folha que cai em silêncio,
eu Te sinto.

Ensina-me a andar leve,
sem ferir o chão,
sem esquecer que cada passo deixa marca.

Que eu viva com Reverência pela Vida,
como quem cuida da própria casa
ao tocar a água, o fogo, o irmão.

Que eu seja Leal ao que sou por dentro,
à palavra que dei,
à sabedoria dos que vieram antes.

Que minha Generosidade seja como o sol:
não escolhe a quem aquece,
apenas brilha.

Dá-me uma Presença serena,
que não precise falar muito,
porque o coração limpo já fala por si.

E que toda minha Intenção
seja feita de respeito,
de escuta,
de equilíbrio com o que me cerca.

Grande Espírito que habita tudo,
que está no som do tambor e no voo do pássaro,
eu Te honro
quando planto,
quando cuido,
quando agradeço.

Eu não preciso Te pedir —
basta lembrar que estou contigo
desde o primeiro sopro.

Assim é.
Assim vibra.
Assim vive em mim.
 

Fonte: ChatGPT

 
     
 
 

 

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